Arte, migração e pertencimento: Entrevista com Sandra Bacchi

Edição de JANEIRO-FEVEREIRO

0 253

Keyla Nogueira

Olá! Bem-vindo à nossa primeira edição do nosso “Cantinho Brasileiro” de 2026! O conteúdo do nosso cantinho é sempre diverso, com dicas, entrevistas, receitas e muito mais!

Antes de mais nada, deixo aqui meus votos de um ano cheio de realizações, prosperidade, saúde e amor.

Bom, eu adoro a virada de ano e acredito que não tem nada melhor do que começar o ano novo com novas idéias, projetos, planos e também aprendendo coisas novas. E por falar em aprender coisas novas, nesta edição da Pittsburgh Latino Magazine compartilho uma breve entrevista que fiz com uma amiga querida e uma artista fantástica, Sandra Bacchi.
Sandra que nos últimos anos aprendeu uma nova arte e hoje em dia deixa a criatividade fluir e brilha lindamente com sua nova mídia. 

1. Como você se tornou artista?

Minha trajetória artística começou em São Paulo, onde estudei fotografia e trabalhei com vídeos, filmes, documentários e publicidade. Cresci em um ambiente ligado ao cinema e às artes, o que sempre me deu liberdade para criar e me expressar desde cedo.

Quando me mudei para os Estados Unidos, meu trabalho mudou junto comigo. Porém, deixei oaudiovisual em segundo plano e voltei à fotografia como prática artística. Foi nesse período que desenvolvi uma série fotográfica com minhas filhas ao longo de seis anos — um trabalho íntimo que ganhou vida própria, participou de exposições nos Estados Unidos, no Brasil e na Europa, virou um fotolivro e resultou em uma exposição individual na Concept Art Gallery, em
Pittsburgh, em 2020.

Em 2017, me mudei para Pittsburgh e, em 2019, durante uma residência no Pittsburgh Glass Center, descobri o vidro como linguagem artística. Ali encontrei uma comunidade que
transformou profundamente minha experiência como imigrante e me trouxe um senso de pertencimento. Hoje, o vidro é parte essencial do meu trabalho, criando camadas e volume para imagens que falam de memória, migração, identidade e pertencimento.

Recentemente, fui selecionada como finalista para expor na National Portrait Gallery, em Washington, em 2026. Estar nesse espaço, como artista brasileira e imigrante, tem um
significado especial: afirmar a importância da diversidade e dos diferentes olhares na construção da arte e da identidade de um país.

2. O que significa pra você ser uma artista imigrante?

Ser uma artista imigrante é ter o privilégio de viver entre mundos. É carregar referências, afetos e memórias de culturas distintas que se misturam dentro de mim. Também é um exercício constante de escuta, adaptação e resiliência.

3. Complete a frase: “Ser brasileira em Pittsburgh”

… é aprender a criar raízes sem apagar a própria história.

4. Qual sabor representa o Brasil?

São muitos! Pão de queijo, goiabada com queijo, água de coco — sabores que me levam direto à infância. E a sorte dos brasileiros que moram em Pittsburgh é poder matar a saudade com a comida da Keyla Nogueira, que nos conecta à nossa terra através do afeto e do sabor (juro que
não pedi pra ela me mencionar na entrevista rsrs)

5. Complete a frase: “Saudade é …”

… um lugar invisível onde o passado continua vivo.

Cantinho Brasileiro
¡Manténgase al día con todas nuestras publicaciones!
Advertise with PresentePGH

Deja un comentario

Este sitio usa Akismet para reducir el spam. Aprende cómo se procesan los datos de tus comentarios.

Descubre más desde Pittsburgh Latino Magazine

Suscríbete ahora para seguir leyendo y obtener acceso al archivo completo.

Seguir leyendo