
Keyla Nogueira
Olá! Bem-vindo à nossa primeira edição do nosso “Cantinho Brasileiro” de 2026! O conteúdo do nosso cantinho é sempre diverso, com dicas, entrevistas, receitas e muito mais!
Antes de mais nada, deixo aqui meus votos de um ano cheio de realizações, prosperidade, saúde e amor.
Bom, eu adoro a virada de ano e acredito que não tem nada melhor do que começar o ano novo com novas idéias, projetos, planos e também aprendendo coisas novas. E por falar em aprender coisas novas, nesta edição da Pittsburgh Latino Magazine compartilho uma breve entrevista que fiz com uma amiga querida e uma artista fantástica, Sandra Bacchi.
Sandra que nos últimos anos aprendeu uma nova arte e hoje em dia deixa a criatividade fluir e brilha lindamente com sua nova mídia.
1. Como você se tornou artista?
Minha trajetória artística começou em São Paulo, onde estudei fotografia e trabalhei com vídeos, filmes, documentários e publicidade. Cresci em um ambiente ligado ao cinema e às artes, o que sempre me deu liberdade para criar e me expressar desde cedo.
Quando me mudei para os Estados Unidos, meu trabalho mudou junto comigo. Porém, deixei oaudiovisual em segundo plano e voltei à fotografia como prática artística. Foi nesse período que desenvolvi uma série fotográfica com minhas filhas ao longo de seis anos — um trabalho íntimo que ganhou vida própria, participou de exposições nos Estados Unidos, no Brasil e na Europa, virou um fotolivro e resultou em uma exposição individual na Concept Art Gallery, em
Pittsburgh, em 2020.
Em 2017, me mudei para Pittsburgh e, em 2019, durante uma residência no Pittsburgh Glass Center, descobri o vidro como linguagem artística. Ali encontrei uma comunidade que
transformou profundamente minha experiência como imigrante e me trouxe um senso de pertencimento. Hoje, o vidro é parte essencial do meu trabalho, criando camadas e volume para imagens que falam de memória, migração, identidade e pertencimento.
Recentemente, fui selecionada como finalista para expor na National Portrait Gallery, em Washington, em 2026. Estar nesse espaço, como artista brasileira e imigrante, tem um
significado especial: afirmar a importância da diversidade e dos diferentes olhares na construção da arte e da identidade de um país.
2. O que significa pra você ser uma artista imigrante?
Ser uma artista imigrante é ter o privilégio de viver entre mundos. É carregar referências, afetos e memórias de culturas distintas que se misturam dentro de mim. Também é um exercício constante de escuta, adaptação e resiliência.
3. Complete a frase: “Ser brasileira em Pittsburgh”
… é aprender a criar raízes sem apagar a própria história.
4. Qual sabor representa o Brasil?
São muitos! Pão de queijo, goiabada com queijo, água de coco — sabores que me levam direto à infância. E a sorte dos brasileiros que moram em Pittsburgh é poder matar a saudade com a comida da Keyla Nogueira, que nos conecta à nossa terra através do afeto e do sabor (juro que
não pedi pra ela me mencionar na entrevista rsrs)
5. Complete a frase: “Saudade é …”
… um lugar invisível onde o passado continua vivo.
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